quinta-feira, 4 de junho de 2015

A pobre mulher sem rumo.

Não sei o que fazer!

  Minha mente não para de gerar histórias para escrever, mas meu notbook parou de pegar e não posso escrever em folhas pois tenho um problema muito chato, chamado "tendinite". As vezes sinto que vou ficar louca com tantas coisas que se passam em minha cabeça, tantos personagens já entraram e também se foram. E me dói não ter dado a eles a oportunidade de serem conhecidos por algumas pessoas (meus leitores).
  Queria que minha mente viesse com uma maquina de escrever embutida, e todas histórias pensadas em momentos de distração fossem escritas automaticamente, para que todas ficassem registradas.
  O grande problema é que eu gero histórias super interessantes, cheias de acontecimentos, em momentos assim, por exemplo:
  "Estou caminhando na rua e avisto uma mulher do outro lado chorando de cabeça baixa. Neste momento, as engrenagens da minha cabeça já começam girar a todo vapor produzindo a história desta mulher. E então como um filme, tudo começa a acontecer diante de meus olhos.
 A mulher em casa com seus filhos na mesa, jantando muito feliz. Quando de repente um homem entra a porta com cara enfezada, e gritando com ela. 
 - Mulher, porque ainda não colocou meu jantar?
  Ela assustada se levanta rapidamente pedindo perdão olhando para baixo, em sinal de submissão. Pega o prato e o serve uma bela porção de arroz, feijão e carne.
 - Eu não sabia que ia chegar tão cedo amor, estava apenas jantando com nossos filhos.

 - Eu não te perguntei nada, agora cale a boca e me deixe comer.

  Ela novamente abaixa seu rosto e termina seu jantar, faz carinho em seu filho que esta assustado com o tom de voz de seu pai. 
  Ele termina seu jantar, se levanta e vai para sala jogando seus sapatos pelo caminho, liga a televisão e lá fica enquanto sua pobre esposa limpa a cozinha. 
  Mas então no meio do jogo ele grita novamente:

 - Traz uma cerveja para mim!

 - Já vou meu bem, estou apenas enxaguando a louça.

 - Eu mandei você trazer agora!

  Neste momento ela ainda estava magoada pelo jantar, então se vira e grita:

 - E eu disse que vou te levar depois, pare de resmungar. Velho folgado!

  Ele olha como se fosse a matar, e levanta rapidamente do sofá, vai em sua direção com fúria e pega forte em seu braço.

 - O que você pensa que esta fazendo, você esta louca,onde já se viu gritar assim comigo?

 - Você que gritou, eu estava magoada, desculpa!

  Ele serra os dentes de tão nervoso, e com muita força grita:

 - Eu já te  mandei calar essa boca! - enquanto lhe da um tapa na cara, fazendo com que ela caísse ao chão chorando.

  E então ela fica caída no chão por minutos, apenas chorando, sem saber como reagir. Mas a esse momento ele já tinha ido embora novamente. 
  No outro dia pela manhã, ela decide tomar uma providência.Acorda seus filhos e sai correndo de casa, deixa apenas um bilhete na mesa de jantar dizendo:'Eu cansei de me calar.'
  Deixa seus filhos na escola e começa a andar pela rua sem rumo, de cabeça baixa e chorando. Do outro lado da rua uma garota sem rumo também, imaginando o que lhe aconteceu para estar chorando assim."

Agradeço por escutarem minha história.

- Maça.